CORECON 7ª REGIÃO - SC
CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – SC

ALEX AUGUSTO DE ARAÚJO SILVA
REGISTRO Nº 3017

INTRODUÇÃO
O estudo econômico em corporativismo é olhado a partir de uma ótica puramente técnica, na busca de atingir o objetivo de transformação de um setor de economia simples para um setor de economia empresarial.
A sociedades econômicas são classificadas em simples e empresária, podendo ser compreendida da seguinte forma: As sociedades empresárias são organizadas, tendo um comando gerencial que sobrepõem aos subordinados; já as sociedades simples é constituída de pessoas que exercem atividades separadamente, mesmo exercendo na mesma função, sem a necessidade de ser subordinados a um gerenciador.
As formações e atribuições de um economista dentro de uma empresa de corporativismo, vai em detrimento a busca de promover um suporte de aperfeiçoamento e capacitação dos profissionais envolvidos dentro de um cenário puramente de prestação de serviços sem fins lucrativos para um cenário de capacitação e melhoramento constante das atividades envolvidas, possibilitando assim uma visão empresarial de qualidade de serviços prestados aos clientes.
Muitas destas atribuições recaem sobre um aspecto de desenvolver atividades como organização, cronograma, objetividade, entre outras atividades que envolvem os processos administrativos de forma à padroniza sua execução entre os profissionais envolvidos, até as combinações inter-relacionadas como eficiência, qualidade das informações prestadas, execução em tempo hábil, entre outras que dependem de grande sincronia entre atividades consideradas simples. Todo este processo de compreensão do mecanismo de funcionamento de uma empresa de corporativismo é fundamentado com a intenção de alcançar o objetivo de economizar espaço e tempo na conclusão das metas estabelecidas, utilizando mecanismos de conhecimento geral amplamente divulgado sobre a validade das normas de gerenciamentos dos recursos em vigor no momento presente a todos os membros envolvidos.
OBJETIVO GERAL
O economista é o profissional formado para gerir recursos de cunho financeiro com o objetivo de maximizar lucros, através de investimentos diretos e indiretos, e de minimizar perdas através de estudos aprofundados dos recursos envolvidos na busca de alcançar o melhor resultado mediante a eficiência alocada na tentativa de proprocinar o melhor resultado entre espaço e tempo na realização das metas apresentadas.
OBJETIVO ESPECIFICO
Ø Definir os Recursos
Ø Metas dos Recursos
Ø Distribuição dos Recursos
DELIMITAÇÃO ESPACIAL TEMPORAL
A área de atuação de um economista a partir dos novos modelos de investimentos financeiros apresentados atualmente é de caráter e conhecimento global de todas as atividades financeiras Macroeconômicas que influenciam direta ou indiretamente nos investimentos alocados na Microeconomia em que atua.
DEFINIR OS RECURSOS
Todo recurso é oriundo de favorecimentos específicos, que envolvem necessariamente sua origem, sua atuação econômica e seu nível de valorização bruta. Cada recurso possui seus objetivos em comum onde o bom gerir destes objetos proporciona uma maior rentabilidade visando o menor custo beneficio. Entre os recursos envolvidos em um corporativismo se encontram:
ü Recursos Humanos – RH (PESSOAL)
ü Recursos Financeiros – RF (RESERVA LIQUIDA)
ü Recursos de Capitais – RC (INVESTIMENTOS)
METAS DE CADA RECURSO
RECURSOS HUMANOS

Des Hors (1988: 52) considera que estamos face a uma visão generalista da função pessoal que usa as suas técnicas de gestão de acordo com os objetivos de produtividade das empresas. Assim sendo, esta fase tem subjacente a si uma noção ambivalente dos RH como um custo ou como um recurso, dependendo da vontade de mobilização da organização sobre os seus membros.
O RH é um capital em transformação constante de sua capacidade de absorver com maior flexibilidade a totalidade de investimentos aplicados na sua capacitação. Por ser um capital vivo, ele adquire diferenças entre cada individuo envolvido. Estas diferenças é o que define maior ou menor rentabilidade dentro de seu campo de atuação, podendo ser definidas no gral de profissionalismo inerente a cada individuo, obedecendo às seguintes especificações:
ü Habilidade natural
ü Habilitação de capacidade profissional (Diplomas – Certificados)
HABILIDADE NATURAL
Cada indivíduo possui sua característica intrínseca de diferenciar problemas pessoais dos profissionais. Esta diferença define sua produtividade dentro da empresa em que exerce alguma função remunerada, podendo ser definida seguindo alguns aspectos técnicos:
ESCALA DE PROFISSIONALISMO

PÉSSIMO: São indivíduos de pouca produtividade, cuja suas características técnicas envolve baixa iniciativa profissional (Relacionada ao trabalho em que exerce)
REGULAR: São indivíduos de capacidade produtiva média, que possui grande oscilação de iniciativa profissional. Características técnicas envolvidas – comprometimento moderado (Relacionada a empresa em que trabalha)
BOM À ÓTIMO: São indivíduos de grande produtividade e iniciativas. Características técnicas envolvidas – alta iniciativa com comprometimento integral (Relacionado ao trabalho e a empresa em que atua)
HABILITAÇÃO DE CAPACIDADE PROFISSIONAL
O bom gerir destas características adquiridas por cada indivíduo envolve o gral de profissionalismo em busca de aprimorar um conhecimento natural já definido. É de bom tom lembra que não necessariamente um indivíduo que não aprimorou seu conhecimento, seja capaz tanto quanto outro de ser um profissional de nível Bom à Ótimo (isso se deve ao fato de uma característica natural que se revela em uma auto-estima e motivação natural), estes indivíduos podem ser classificados como “coringas.”
O departamento de gestão dos RH "é o gerente da uniformização de critérios, da visão de conjunto e do relacionamento com outras áreas da função pessoal, enquanto que as restantes unidades orgânicas, funcionando como clientes internos do primeiro, canalizam a óptica e as necessidades dos serviços, os condicionalismos específicos e as aspirações dos grupos profissionais mais representativos" (Motta, 1991: 46).
Para o melhor desenvolvimento do profissional em sua área de atuação é de grande importância que o Administrativo do RH, aloque cada profissional em sua área de especialização. Lembrando ainda que o “coringa” pode ser articulado em qualquer área devido a sua capacidade natural de empreendedor.
RECURSOS FINANCEIROS
Segundo Gitman (2001), a meta deve ser maximizar a riqueza dos proprietários.
O conhecimento Macroeconômico é fundamental para gerir este tipo de recurso, sem este conhecimento o investidor pode entra em momentos errados no mercado e acabar sofrendo para recuperar o investimento empregado.
Segundo Gitman (2001), há várias maneiras de medir a lucratividade. Ela pode ser relacionada com as vendas, os ativos ou o patrimônio líquido. Independentemente da forma como se mede, o lucro é uma condição necessária para a continuidade da empresa.
Entre estes conhecimentos é levado em consideração a política adotada por cada governo na tentativa de frear o desequilíbrio do mercado, entre estes mecanismos utilizados existem a Política Fiscal e a Política Cambial, que movimentando-se em direções independente determina momentos de investir em certos ativos ou aguardar novas posições do mercado internacional. Segue algumas das tomadas de decisões que determina o momento de agir na direção certa:
1) O Ouro é um tipo de Commodities que em momentos de crise se torna o investimento mais seguro e rentável. O Ouro é um investimento atrativo para investidores conservadores, que busca no metal uma proteção para longas e persistentes crises.
2) O investimento em Dólar esta cada vez mais difícil, pela já instaurada crise no mercado mundial, ele passa e se tornar muito vulnerável podendo sofre grandes perdas no mercado nacional pela política cambial adotada no governo, influenciando na balança de pagamento entre importação e exportação, que conseqüentemente influencia na geração de empregos e no controle inflacionário.
3) Uma modalidade de investimento muito atrativo para quem pensa a longo prazo são os ativos da Renda Fixa entre estes ativos os Títulos do Tesouro são os que garantem mais segurança e rentabilidade. Por se tratar de um titulo pré-fixado, o investidor já saberá quanto ira render seu investimento durante o período da aplicação no momento em que faz a escolha. Em media estes títulos tem rentabilidade de 12% a.a. O interessante é que quanto mais tempo o recurso ficar alocado menos imposto será cobrado sobre ele durante este período, o mínimo aconselhável é de 5 anos sendo que após 10 anos se torna isento de IR.
4) O CDB (Certificado de deposito Bancário) é uma saída para investimentos em momentos em que o governo adota as medidas políticas de conter a inflação elevando a taxa básica de juros SELIC. Quando isso acontece é sinal de que o mercado esta superaquecido com a crescente demanda em oposição à oferta.
5) Uma outra modalidade de investimento interessante é a compra de imóveis em construção. São levados em consideração alguns critérios para minimizar o risco:
a) O terreno - aspecto riscos naturais possíveis;
b) A cidade - levando em consideração índice desenvolvimento humano;
c) A vizinhança - construções antigas, construções em andamento e até construções futuras podem influenciar diretamente no preço final do imóvel. Exemplo:
1ª Hipótese - construção futura de um Shopping Center em sua vizinhança – o valor do imóvel ira ficar mais apreciado;
2ª Hipótese – construção de um cemitério em sua vizinhança – o valor do imóvel ficara depreciado.
RECURSOS DE CAPITAIS
Segundo Christopher (1997), muitas empresas têm notado que, ao invés do aumento das margens de lucro, uma opção para melhorar os resultados é uma alta produtividade dos ativos.
Os Recursos de Capitais também conhecido como Renda Variável, são ativos controlados pelo CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A aplicação nestes ativos requer conhecimento globalizado de vários fatores que influenciam na compra e na venda dos papeis, tais ativos são conhecidos como:
1- Blue Chip – São papeis conhecido como “primeira linha,” pois possuem maior liquides no mercado de ações. Estes papeis possui em suas características uma grande liquides e segurança por se tratar de ações mais procuradas no mercado.
2- IPO’S – Nada mais é do que uma Oferta Pública no mercado de ações, é quando uma empresa busca capita recursos de terceiros abrindo o seu capital. Estes investimentos tendem a ser de grande rentabilidade a depender do papel a ser negociado no balcão. Neste caso o investidor esta apostando que tal ativo venha a se tornar um investimento lucrativo, como todo investimento esta sujeito a altos e baixos do mercado, é sempre importante a analise do Fator Rico antes de adquirir tais papeis.
3- Micos – Também conhecidos como “Small Caps” são papeis que requer muito cuidado, pois são formadas por ações de pequenas empresas ou empresas menos conhecidas. Seu alto risco também lhe proporciona grande rentabilidade, mais a sua liquides pode se tornar o maior problema quando se adquire um papel destas empresas e não conseguir vender pelo mesmo preço que comprou, sendo sujeito a vender abaixo por vários fatores ligados as dificuldades do mercado vinculados as atividades da empresa.
4- Fundos de Ações – é um investimento feito por intermédio de um banco ou uma corretora, onde o investidor adquire uma carteira pré-definida de ações controladas por estes intermediários. Alguns cuidados técnicos devem ser levados em consideração ao adquirir este tipo de investimento, pois mesmo sendo controlado por terceiros a sua rentabilidade é estimada no mercado de ações. Onde o investidor ao adquiri estes fundos em um momento de alta ou de uma forte alta passara a obter pouca rentabilidade devido ao ciclo natural do mercado, sendo o ideal o investimento em fundos de ações em momentos de baixa no mercado de capitais.
DISTRIBUIÇÕES DOS RECURSOS
Definir os recursos necessários em uma empresa de corporativismo facilita a analise técnica para poder criar uma harmonia entre a política adotada, a estratégia necessária e o conhecimento aprofundado com o objetivo de maximizar lucros e minimizar perdas.
Recursos Humanos (RH) – POLÍTICA
“Existe uma diferença muito tênue entre compromisso e comprometimento”
De Coster (1987: 224), as "políticas de pessoal são difíceis de discernir porque raramente se revestem na realidade das organizações, do grau de formalização ou de coerência que os especialistas de gestão desejam encontrar aí, atendendo precisamente ao jogo de poder e de autoridade a que se entregam os atores individuais e coletivos (...)".
Toda empresa bem sucedida possui uma política de relação entre seus funcionários e suas atividades. Para instituir uma política é necessário ter uma visão empresarial aprofundada sobre vários aspectos:
a) Motivação
Toda empresa bem sucedida adota varias políticas para manter seus funcionários motivados. Já diz o ditado “uma maça estragada pode estragar todo o cesto”. Para se chegar a um ideal no ambiente de trabalho é necessário que exista uma empatia recíproca entre seus membros, é pensando desta forma que se consegue criar uma harmonia no ambiente de trabalho.
b) Capacitação
Um funcionário desatualizado tem mais chance de se tronar obsoleto do que um desmotivado, é pensando desta forma que grandes empresas preferem capacitar seus funcionários do que buscar mão de obra fora, pois um corpo funcional estranho no ambiente de trabalho pode provocar insatisfação de outros e desestabilizar toda a harmonia. Já dizia o ditado “sai mais barato compra o leite do que uma vaca.”
c) Benefícios
Uma política de desenvolvimento crescente em uma empresa não coloca o lucro como objetivo principal, mais sim um remanejamento de tudo que se é gerado em uma empresa no período de realização dos lucros. Isso se deve ao fato de que cada empregado é também dono de parte da empresa em que esta trabalhando, pois além do trabalho investido exige tempo, responsabilidade, comprometimento... Pensando desta forma grandes empresas adotam uma política de participação nos lucros.
d) Valorização
Uma empresa que busca reconhecer as necessidades imediatas de seus funcionários tem mais chance de ser bem sucedida no mercado do que outras que não se despertaram para estes importâncias, pois além de produzirem resultados os funcionários precisam de uma garantia de manutenção tanto quanto qualquer outro patrimônio da empresa. Segue algumas formas de garantia de bem estar funcional:
a) Convênio com plano de saúde;
b) Convênio com planos ortodônticos;
c) Tíquetes refeição entre outras.
Recursos Financeiros (RF) – ESTRATÉGIA
Segundo, a mensuração de resultados é freqüentemente expressa e mais claramente compreendida quando traduzida em termos financeiros (GITMAN, 2001).
Conhecer o mecanismo financeiro é uma tarefa que exige muito tempo de estudos diários, pois o mercado vive em constate modificação de tal forma que a estratégia adotada ontem já não serve para amanhã.
Um bom estrategista no mercado financeiro não pode conta somente com a sorte, é preciso estar atualizado e conseguir prever acontecimentos futuros baseado em indícios técnicos de que algo poderá acontecer em determinado momento, e para isso ele precisa de todas as informações e indícios para poder analisar e fazer o melhor investimento possível. Entre estas atualizações exige-se acompanhamento de alguns indicativos:
a) IPC-S (índice de preço ao consumidor – semanal)
b) IGP-M (índice geral de preço – mercado)
c) IPCA (índice nacional de preço ao consumidor amplo)
d) SELIC (sistema especial de liquidação e de custodia)
Recursos de Capitais (RC) - CONHECIMENTO E ESTRATÉGIA
Empregando métodos matemáticos e estatísticos, Markowitz demonstrou que, sob certas condições, a adoção de uma estratégia de diversificação de portfólio permite diminuir a parcela de risco individual que cada ativo incorpora ao portfólio.
No mundo globalizado em que vivemos onde as mudanças de cenários se tornam cada vez mais constate devido a vários fatores econômicos, crises financeiras, epidemias, desastres naturais... Onde tudo isso influencia diretamente ou indiretamente nas tomadas de decisões, exigindo dos investidores um comprometimento maior em conhecimentos global e sangue frio para traçar uma estratégia bem sucedida.
MESCOLIN caracteriza a tentativa de prever o comportamento futuro do mercado, utilizando indicadores técnicos ou dados econômicos.
Para se investir em mercado de capitais é necessário conhecimento Técnico ou Fundamentalista da empresa para poder realizar bons negócios. Segue algumas analises técnicas importantes para se investir:
a) Volume (movimentação de capital diário)
b) IFR (índice de força relativa)
c) MACD Hist (movimentação média convergência divergência histograma)
CONCLUSÃO
“Para alcançar um objetivo distante é necessário realizar muitos passos curtos”
Um profissional dedicado a resolver e apromorar este leque de oportunidades de investimentos, possui em seu intendimento um conceito de valores em remuneração muito variavel, que depende de profissinal a profissinal.
Este Potfolio é desenvolvido a partir de conceitos abrangentes de ampliação da visão sobre o mercado de investimentos. Sendo este levantamento apenas uma parcela das possibilidades existentes hoje em dia no mercado. A escolha destes recursos e a forma como eles foram organizados vai do intedimento e do metodo ultilizado por cada profissinal.
Para finalzar é de grande importancia resaltar que a diferença de obter no mercado pouco, médio e bons resultados, depende em sua grande parte da atualização dos dados economicos a que o profissional esteja convivendo diariamente.

REFERÊNCIAS
CHRISTOPHER, Martin - Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços. São Paulo: Pioneira, 1997.
CÓDIGO CIVIL – LEI 10406/02
DE COSTER - Sociologia do trabalho e gestão do pessoal, Bruxelas, Éditions trabalho.
DES HORS - C.-H. Besseyre - no sentido de uma gestão estratégica de recursos humanos, Les Editions d'Organisation, Paris.
GITMAN, Lawrence J. - Princípios de administração financeira – essencial. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
MARKOWITZ, Harry - Seleção de portfólio. A revista de finanças, Vol. 7, n. º 1. (Março de 1952), pp. 77-91.
MESCOLIN, Alexandre - et alii . Market Timing no Brasil: análise de resultados antes e depois do Plano Real, em Mercado de capitais
MOTTA, António - Carreiras profissionais na gestão e organização das empresas, Emprego e Formação, nº 14, Maio, pp. 45-49.