CORECON  7ª REGIÃO - SC

CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – SC

 

 ALEX AUGUSTO DE ARAÚJO SILVA

 

REGISTRO Nº 3017  

 

ECONOMIA SUSTENTÁVEL / BONINAL-BA

RESUMO

Diante das evidências colhidas e suplantadas neste trabalho que defini uma economia sustentável (Agrícola e Artesanal), baseadas em estruturas filosóficas, técnicas e teóricas, que determinam as vantagens e princípios necessários para fundamentar um conceito de riquezas já existentes em estado bruto. Precisando apenas de ser lapidada em suas formas de implementar uma gestão de grandes feitos na vida dos produtores agrícolas e artesões, para se obter a estrutura física que determinaria o progresso da economia sustentável em uma região.

A princípio, quando é falado sobre crescimento econômico, muitas vezes se esquece que este progresso só é possível se dois outros fatores importantíssimos, que são necessários para seu desenvolvimento estejam em perfeita sintonia. Sendo eles, a educação profissional e a saúde física e mental dos trabalhadores.

Para se atingir a sintonia entre estas duas bases de complementação sociais existe varias possibilidades, mas nem uma se torna tão eficaz e sustentável quanto a união dos trabalhadores em pró deste propósito. Só sendo possível a criação desta confraternização social através da estrutura de uma associação recreativa, que ofereça entretenimento, esporte, lazer entre outros recursos ligados a educação e a saúde.

Em síntese aos princípios desta economia sustentável, foi formulado sobre a presença de fundamentos elaborados por filósofos econômicos consagrados por seus feitos e contribuições históricas. Que pelas vias de suas simplicidades de demonstrarem através de conceitos que exprimam as necessidades de resgatarem a dignidade dos trabalhadores, através dos direitos naturais atribuídos a cada indivíduo, da criação de métodos de trabalho que diminua os gastos de insumos e tempo, da preocupação sobre o comércio em contrapartida a necessidade de implementar uma economia sustentável (Agrícola e Artesanal). Sendo esta uma forma de falar sobre política econômica, que nunca deveria sair das pautas e dos cenários econômicos de uma nação desenvolvida.

Baseado nestas causas citadas a cima, sendo o trabalhador rural e artesanal, compreendidos como a base da sociedade, definidos como (setor primário): Por onde se inicia o mecanismo de movimentação econômica, juntamente com os limites de mercado atual, que determinam o comércio de mercadorias de consumo imediato e não perecíveis definidos como (setor secundário): Por onde se originam os serviços prestados, na liquides do capital investido e na concessão de créditos, definidos como (setor terciário). Fechando assim o ciclo econômico que defini os conceitos essenciais para o desenvolvimento sustentável de uma região. 

 

                              

 

 

INTRODUÇÃO

         Todo grupo social depende de uma organização com objetivos fundamentados e transparentes, de metas a serem alcançadas. Para isso é preciso que exista uma relação formal entre lojistas, comerciantes, agricultores e o poder público municipal, para que desenvolva os diversos cenários, que compõe uma sociedade organizada.

         Só sendo possível alcançar este objetivo estabelecendo metas, através do resgate a cultural local, por meio da educação, do incentivo ao esporte, ao lazer, a dança, a culinária típica, ao artesanato, etc. A partir destas perspectivas de melhorias, é que se torna possível criar metas para um futuro promissor. Visando aumentar a auto-estima de nossa gente, valorizando a cultura local e criando uma perspectiva de melhoras crescentes, que passara a ser uma marca da força de vontade e da criatividade dos moradores dos municípios, para superar as dificuldades já existentes. Colocando estes princípios como metas na busca do progresso de nossa comunidade.

         Para dar inicio a esta nova forma de organização e para que ela sobreviva às diversidades de uma economia cada vez mais competitiva, é preciso criar uma base, e o primeiro passo têm que partir da nossa própria comunidade. Acreditando no potencial cultural como nossa maior riqueza, convidando a todos, lojistas, comerciantes, agricultores e servidores públicos a se organizarem em busca de um crescimento sustentável com o objetivo de atrair recursos externos através do turismo.

         A partir deste ponto estabelecido, colocar os municípios como uma referência na rota do turismo nacional e internacional. Atraindo os turistas que vira conhecer e desfrutar das riquezas naturais existentes, por exemplo, em nosso município, como a Cachoeira dos Índios, a Cachoeira da Cutia o Morro de Área entre outras dádivas naturais existentes em nossa região, localizada no centro sul da Bahia. E com estas visitas os turistas iram gastar seus recursos na compra de artesanato, na degustação da culinária local, nas apresentações de danças culturais, nos eventos anuais como festa Junina e na festa da Cultura... Desta forma acumulando riquezas para nosso município, aumentando o poder aquisitivo de nossos moradores, que por sua vez iram aquecer o comércio local, nas compras aos supermercados, vestuários, material de construção entre outros recursos disponíveis no mercado. Beneficiando a todos e desenvolvendo cada vez mais a nossa região. E isso só se tornará possível se o primeiro passo de valorização da cultura e das riquezas local, parti de nossa gente, dos lojistas, comerciantes, agricultores e dos servidores públicos.

         Para este fim, de organização dos recursos e progresso social, é preciso estabelecer uma base sustentável de incentivos e investimentos a cultura de nossa região. Sendo necessário e fundamental a criação da (ALCAMB) - Associação dos Lojistas, Comerciantes, Agricultores e Municipal de Boninal. 

 

Objetivo Geral

 

         O objetivo central é a criação do Parque Luso-Brasileiro com o nome técnico de (ALCAMB) – Associação dos lojistas, Comerciantes, Agricultores e Municipal de Boninal, idealizado com a finalidade de resgatar a cultura predominante local. A característica principal desta associação é voltada para o crescimento sustentável de nossa região, a ser implantado como um programa piloto, servindo de referência e iniciativa para vários outros incentivos a cultura.       Tendo como foco principal a união das forças intelectuais, financeiras e físicas, existentes em nosso município, pois ninguém melhor do que os próprios moradores e filhos desta terra para saber das necessidades, das prioridades e das ambições para uma vida mais justa para todos. A partir da criação da associação se torna possível fazer investimentos em educação profissional (artesanatos, artes plásticas, danças artísticas, culinária típica, pinturas...), e também em saúde física e mental (quadra de esportes, campo sociaty, capoeira, judô, musculação...) ambos acompanhados por profissionais capacitados. Só sendo possível estas realizações com a união das forças dos trabalhadores a partir da iniciativa do poder público. 

 

Objetivo Específico  

Ø Criação do Parque Luso-Brasileiro ou (ALCAMB);

Ø União das forças dos trabalhadores em busca do progresso;

Ø Criar um programa unificado de informatização de dados;

Ø Crescimento sustentável (Agrícola e Artesanal) da economia local;

Ø Valorização da cultura e dos recursos naturais renováveis;

Ø Renovação da fauna e da flora;

Ø Perspectiva de melhoria social;

Ø Buscar participação financeira junto aos Associados;

Ø Atrair recursos financeiros através do turismo e do governo;

Ø Divulgação das belezas naturais e culturais do município (propaganda);

Ø Transparência e divulgação dos benefícios conquistados (marketing).

Delimitação Espacial e Temporal

         Este esboço de projeto visionário foi definido no âmbito de uma economia sustentável agrícola e artesanal, com a intenção de melhor eficiência e coordenação das metas, deveres, direitos e obrigações sociais, com o propósito de superar as dificuldades encontradas na falta de estruturas normativas e atribuições especificas para se atingir a excelência social, como sendo a base essencial para a modernização regional, que foi esquecida e abandonada a décadas, pela primazia ordinária à modernização industrial, praticada pelos países considerados desenvolvidos.

         Para definir de que se trata este espaço é preciso compreender como se constrói as características de uma economia sustentável. Esta identificação é inerente às suas condições funcionais, relacionando a capacidade de produção, renovação e diversidade de produtos comerciáveis.

         Teoricamente observa-se que um comércio depende de uma expectativa de mercado que ofereça um giro de capital cada vez mais intenso, até atingir o seu ponto de equilíbrio determinado pelo fator de consumo em proporção ao fator de produção. O primeiro fator estar ligado à capacidade de renda per capta, que por sua vez estar ligada às fontes de obtenção dos produtos comerciáveis. O segundo fator estar ligado à capacidade produtiva, que por sua vez estar ligado à diversidade de fontes de recursos renováveis. Sendo que o primeiro fator depende da atração dos recursos oriundos de clientes externos motivados pelo turismo, e o segundo fator depende dos recursos gerados no comércio e dos subsídios municipais destinados para os fins de motivação da produção renovável. O que acontece na maioria das vezes, é que o fator de produção precisa obter recursos para pagar os insumos e os trabalhadores, e ainda sobrar recursos para se manter. Sendo desta forma necessária a participação ativa do poder público na criação de mecanismo que minimize as dificuldades decorrentes destes processos, ocupando o papel principal como base para a criação de uma Economia Sustentável.

        Sendo necessário complementar todas estas evidências a um processo genérico da cultura e das tendências ao fator êxodo rural, como sendo um termômetro que mede o quão foi esquecido e abandonado o produtor rural e artesanal em suas terras, agora e muitas vezes improdutivas por falta de incentivos ao comércio e por fim, a sua própria produção.

 

Fundamentação

v Fundamento Filosófico

“Evidência, s.f. (metafísica). O termo evidência significa uma certeza tão clara e tão manifesta por si mesmo que o espírito não pode recusá-la.“ (QUESNAY, 1984, p. 42)

         A evidência é a forma mais clara de mostra o melhor caminho, para superar as dificuldades existentes por falta de incentivo financeiro e de motivação para se alcançar uma plenitude dos objetivos básicos de uma sociedade em desenvolvimento.

         Fazemos todos, parte de uma sociedade complexa, formada de interesses, deveres e obrigações, que se fundamentam na busca de realizações pessoais. Essas mesmas realizações só são alcançadas, quando temos em mente que dependemos de outras pessoas que estariam dispostas a ofertar mão de obra, conhecimentos intelectuais, recursos financeiros e o mais importante o tempo disponível para satisfazer os interesses sociais.  

Os trabalhos da agricultura compensam os gastos, pagam a mão de obra da cultura, proporcionam ganhos aos lavradores e, além disso, produzem os rendimentos dos bens territoriais. Quem compra os trabalhos da indústria paga as despesas, a mão de obra e o ganho dos comerciantes, mas esses trabalhos não produzem, além disso, nenhum rendimento. Assim, todas as despesas dos trabalhos da indústria só se tiram dos bens territoriais, pois os trabalhos não produtores de rendimento só podem existir pela riqueza de quem os pagam. (QUESNAY, 1984, p. 15)

            A base de uma sociedade agrícola depende de uma relação estreita entre os produtos cultivados no campo e o comércio nos mercados das cidades, tanto um quanto o outro estão intimamente relacionados, pois o produtor do campo precisa vender sua mercadoria para poder comprar outros bens de consumo e repor os insumos para a próximo plantio. Já os comerciantes precisam compra as mercadorias produzidas no campo, para beneficiar-las, revender e para o seu consumo próprio. Este é o ciclo primário de uma economia sustentável e é a partir desta combinação de fatores que surgira os recursos fundamentais para a valorização dos produtos culturais, descritos como:

¨     Artesanatos em geral;

¨     Obras de artes, como pinturas e esculturas;

¨     Culinária de doces, geléias e produtos derivados do leite e da cana de açúcar;

¨      Utensílios domésticos etc.

 

De onde vem esse produto líquido? “[...] o princípio de toda riqueza e de toda despesa é a fertilidade da terra.” (QUESNAY, 1984, p. 15)

            O bom uso da terra, é um mecanismos fundamental para uma economia sustentável, é dela que sempre brotará as riquezas que ira sustentar a base das comunidades, pois diante de todas as dificuldades existentes em uma economia, provenientes de mau uso dos recursos financeiros, os produtos agrícolas sempre terão prioridade na vida de qualquer membro que compõe uma sociedade, pois os alimentos agrícolas nunca deixaram de estar nos anseios da sobrevivência da humanidade. Por este motivo a riqueza, esta nas mãos daqueles que fazem o bom uso de suas terras, extraindo o melhor de suas épocas sazonais, maximizando o uso de seus recursos naturais e evitando ociosidade em tempos de plantio.

“[...] Os bens mais procurados pelos homens, aqueles que os atraem e que os fixam numa região, consistem nas riquezas comerciáveis, no preço e nas riquezas pecuniárias.” (QUESNAY, 1984, p. 105)

 

            Uma sociedade em declínio é uma sociedade que investe os recursos adquiridos em suas terras em outros lugares. Nem uma cultura, nem um comércio, sobrevivem quando o fluxo de capital se torna cada vez mais negativo. As terras se tornam inutilizáveis por falta de insumos, os agricultores abandonam sua casas para pedir esmolas nas grandes cidades, as famílias se desestruturam, a cultura desaparece e entram em decadência por falta de recursos e valorização, a falência social se torna inevitável. Para evitar este estágio de decomposição social é preciso regar as nossas terras e resgatar os costumes de nossos antepassados, valorizando a cultura, aumentando a auto-estima social, acreditando que o melhor lugar para se viver é aquele onde o trabalhador consegue ver sua contribuição brotando e germinando em um ciclo renovável de recursos naturais, financeiros e intelectuais. 

O que é o direito natural dos homens?

O direito natural dos homens pode ser definido vagamente como o direito que o homem tem as coisas próprias e o seu usufruto. 

[...] Quem disse que o direito natural do homem é nulo disse a verdade;

Quem disse que o direito natural do homem é o direito que a natureza ensina a todos os animais disse a verdade;

Quem disse que o direito natural do homem é o direito que sua força e sua inteligência lhe asseguram disse a verdade;

Quem disse que o direito natural se limita ao interesse particular de cada homem disse a verdade;

Quem disse que o direito natural é uma lei geral e soberana que regula o direito de todos os homens disse a verdade;

Quem disse que o direito natural dos homens é o direito ilimitado de todos a tudo disse a verdade;

Quem disse que o direito natural dos homens é um direito limitado por uma convenção tácita ou explícita disse a verdade;

Quem disse que o direito natural não supõe o justo nem o injusto disse a verdade;

Quem disse que o direito natural é um direito justo, decisivo e fundamental disse a verdade. (QUENAY, 1984, p. 149-150)

         Toda sociedade organizada precisa primeiramente estabelecer regras de sobrevivência social. Tanto os homens do campo quanto os comerciantes precisam seguir a mesma lei de direitos e obrigações. Sem estes limites pré-estabelecidos não haverá credibilidade de interesses coletivos e difusos. E por mais bem intencionados que sejam os membros sociais, o livre-arbítrio passaria a ser a regra e não uma exceção no mecanismo de mercado. E quando isso acontece o controle das normas e das regras comerciais, que são as bases que regem uma sociedade civilizada perderia qualquer efeito diante do poder pecuniário, e isso não pode ocorrer em uma sociedade em desenvolvimento social, cultural e de educação, pois sem estas duas bases os esforços econômicos beneficiariam aqueles que menos precisam destes recursos.

Se a boa legislação não pode ser mais que a declaração das leis naturais, o conhecimento destas leis será o que François Quesnay denomina “Ciência do Governo”. ”Obrigatório para o estadista, esse conhecimento deve, no entanto, difundir-se tanto quanto possível por toda a sociedade.” (QUESNAY, 1984, p. 35)

         Uma sociedade moderna com perspectiva de progresso, precisa ser estabelecida sobre bases sólidas delimitadas pelos interesses sociais, e todo representante legal precisa conhecer os direitos constitucionais, e difundir-los de maneira transparente e incansável, na tentativa de minimizar as explorações decorrentes de trabalhos irregulares, de menores de idade, horas excessivas, abuso de autoridade entre outros... Para que os direitos humanos estabelecidos na Constituição Estadual e Federal, sejam atendidos nos seus mínimos requisitos, pois só assim será possível estabelecer os limites do crescimento social. 

v Fundamento Técnico

Se o dinheiro e outras posses, tributados ao povo sob a forma de impostos, fossem destruídos, está claro que esses tributos diminuiriam a riqueza da nação. Igualmente, se fossem exportados para fora do reino sem que houvesse qualquer retribuição, então as coisas seriam iguais a isso ou ainda piores.  Porém, se aquilo que é cobrado como tributo só é transferido das mãos de um para as de outro, então só temos que nos preocupar com esse dinheiro ou esses bens eles são tirados das mãos de quem os faria aumentar e entregues às de quem cuidaria mal deles, ou vice-versa. (PETTY, 1988, p. 127)

            A circulação e o giro de capital dependem da eficiência de mercado, que por se só determina a quantidade e de onde fazer novos investimentos futuros. Esta lógica é medida pelas expectativas de crescimento no comércio que determina a produção em termos de quantidade e diversidades de produtos comerciáveis. Mas nem uma destas forças da inércia do mercado, teria efeito se os recursos de capital existentes fossem destruídos, ou comumente dizer, desviados de sua rota natural, sendo mal empregados e investidos fora de seu mercado de origem. Estes procedimentos comerciais destruiriam todos os esforços iniciais, destinados ao crescimento sustentável. É neste ponto que se conhece as necessidades de voltar os interesses do mercado na valorização da nossa cultura, pois ela é a alavanca que minimizara todo o esforço necessário para erguer uma economia sustentável.

Construir a sociedade segundo Quesnay, equivale de certo modo a uma tarefa técnica. Assim como a agronomia deve revelar as leis que regem a produção no mundo vegetal, para da ao agricultor as indicações necessárias ao trabalho mais eficiente, cabe a ciência da sociedade, ou do governo, descobrir as formas de organização mais adequadas a uma produtividade e exploração da natureza. Um claro fisicismo permeia toda a concepção de ordem, fazendo da arte do governo, quase literalmente, uma espécie de engenharia. (QUESNAY, 1984 apud KUNTZ, 1984, p. 35)

         Se olharmos para o que se constitui uma sociedade, logo iremos perceber que ela é formada por pessoas que dispõe de diversos interesses em comum. Entre todos estes interesses o desenvolvimento humano sempre será o objetivo principal, pois é dele que se originara o próprio desenvolvimento econômico e cultural. Para se alcançar este interesse social é necessário compreender uma formula técnica simples:

Educação Profissional + Saúde Física e Mental = Desenvolvimento Humano.

         Quando se obtém este resultado as portas para o crescimento econômico e cultural se abrem em diversos seguimentos:

¨     Preservação e recuperação dos recursos naturais;

¨     Agricultura renovável;

¨     Reciclagem e reaproveitamento;

¨     Abertura de mercado para novos empreendimentos;

¨     Referência histórica e cultural.

A Divisão do Trabalho:

O maior aprimoramento das forças produtivas do trabalho, e a maior parte da habilidade, destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado, parecem ter sido resultados da divisão do trabalho.

Esse grande aumento da quantidade de trabalho que, em conseqüência da divisão do trabalho, o mesmo número de pessoas é capaz de realizar, é devido a três circunstâncias distintas: em primeiro lugar, devido à maior destreza existente em cada trabalhador; em segundo, à poupança daquele tempo que, geralmente, seria costume perder ao passar de um tipo de trabalho para outro; finalmente, à invenção de um grande número de máquinas que facilitam e abreviam o trabalho, possibilitando a uma única pessoa fazer o trabalho que, de outra forma, teria que ser feito por muitas. (SMITH, 1983, p. 43-46)

         A organização social se constrói a partir da compreensão de papel de cada membro e sua contribuição no crescimento econômico. A economia sustentável requer uma firmeza em suas bases de produção, que só é alcançada pela especialização técnica adquirida pala freqüência a qual se realiza a mesma atividade. Esta é a idéia principal que sustenta a divisão de trabalho, a noção de aperfeiçoamento da habilidade e destreza produtiva. Compreender este propósito é dinamizar o processo de diminuição de dispêndios gerados em qualquer atividade humana, pois a economia opera em estágios de ótima, boa e regular, abaixo desta perspectiva não haveria vestígios de economia sustentável, mas sim uma devastação maior dos recursos humanos e naturais.          Quando se coloca esta perspectiva aos produtos e maquinários coletivos, disponibilizados pelo poder publico, o que se espera é a excelência em termos de administração destes recursos públicos. A classificação boa e ótima não é suficiente para estes recursos, pois a economia sustentável só faz juízo de seus benefícios, somente se a responsabilidade sobre os mecanismos que as provem for prioridade no processo microeconômico de minimizar custo e maximizar lucros reais.

É a grande multiplicação das produções de todos os diversos ofícios – multiplicação essa decorrente da divisão do trabalho – que gera, em uma sociedade bem dirigida, aquela riqueza universal que se estende até às camadas mais baixas do povo. Cada trabalhador tem para vender uma grande quantidade do seu próprio trabalho, além daquela de que ele mesmo necessita; e pelo fato de todos os outros trabalhadores estarem exatamente na mesma situação, pode ele trocar grande parte de seus próprios bens por uma grande quantidade, ou – o que é a mesma coisa – pelo preço de grande quantidade de bens desses outros. Fornece-lhes em abundância aquilo de que carecem, e estes, por sua vez, com a mesma abundância, lhe fornecem aquilo de que ele necessita; assim é que em todas as camadas da sociedade se difunde uma abundância geral de bens. (SMITH, 1983, p. 43-46)

         Quando se começa a colher os benefícios resultantes de um trabalho bem sucedido, toda a sociedade faz o bom uso de seu progresso. Esse estímulo social é o combustível que abrira novas oportunidades de elevar o desenvolvimento humano aos membros sociais menos favorecidos. Garantindo uma constante renovação e introdução de novos indivíduos no mercado de trabalho, transmitindo experiências de trabalho para as próximas gerações, que aperfeiçoaria seu mecanismo de produção as necessidades do mercado, renovando o mecanismo produtivo e garantindo um futuro confortável para os trabalhadores que outrora contribuiu para obter o crescimento sustentável da economia.

 

v Fundamento Teórico

[...] que só poderemos atingir pelas vias da simplicidade, seguindo a ordem física, a ordem recíproca das causas e dos efeitos, abstraindo todas as irregularidades introduzidas pelas administrações políticas, porque o nosso único fim é atingir a verdade mais simples através da descrição elementar de todas as peças de ligação que entram na construção da máquina econômica. (QUESNAY, 1984, p. 32)

            Toda a riqueza e progresso de uma sociedade, só podem ser alcançados pelos caminhos traçados por metas simples e objetivas. De nem uma outra forma se pode resgatar com claridade e exatidão os princípios que conduzem a vida de cada membro social, e também em suas participações cada vez maior nas metas e em suas realizações, em um ciclo constante de desenvolvimento econômico. E todo este processo só é alcançado quando se coloca de forma clara os propósitos de cada iniciativa, sua natureza econômica, sua importância social e seus resultados obtidos. Difundindo-os por toda a sociedade, para que seja do conhecimento de todos à importância do papel de cada um no desenvolvimento de uma economia sustentável. 

A Divisão do Capital:

Quando o capital possuído por uma pessoa é suficiente apenas para mantê-la durante alguns dias ou semanas, raramente ela pensa em auferir alguma renda dele. Consome-o da maneira mais econômica que puder, e procura com seu trabalho adquirir algo com o qual possa repô-lo, antes de consumi-lo totalmente. Nesse caso, sua renda deriva exclusivamente de seu trabalho. Essa é a condição da maior parte de todas as pessoas que trabalham em todos os países. (SMITH, 1985, p. 245)

            Todo trabalho depende de habilidade, conhecimento, tempo de dedicação, aperfeiçoamento e compreensão de sua importância para o melhor desenvolvimento de suas atividades. Um trabalhador qualquer, precisa obter mais do que o simples direito de ir e vim ao seu local de trabalho, ele precisa de orientação profissional, transporte de fácil acesso ao local de trabalho e mais importante de todos os direitos a valorização justa em forma de rendimento e gratificações pecuniárias por seu empenho profissional. E estas metas têm de ser prioridade máxima a ser seguidas e alcançadas, desde os funcionários mais graduados até os mais simples dos trabalhadores. Pois nem uma sociedade civilizada se ergue com bons olhos, usando da desvalorização e da falta de incentivo ao aperfeiçoamento do trabalho daqueles que a constitui.

Os Subsídios:

Admite-se que os subsídios só devem ser concedidos aos setores comerciais que não conseguiriam operar sem eles. Entretanto, é possível efetuar sem subsídio qualquer tipo de atividade na qual o comerciante possa vender suas mercadorias por um preço que lhe reponha, além dos lucros normais do estoque, todo o capital aplicado na preparação e na colocação das mercadorias no mercado. (SMITH, 1983, p. 9)

         A importância do incentivo dos governos a produção é algo que vai alem do simples fato de gerar empregos e mercadorias, ele esta intimamente ligada ao equilíbrio de mercado, e só por este motivo ele pode ser empregado. Quando a produção de um determinado setor não recebe incentivos do governo, por exemplo, os pequenos produtores teriam de estabelecer um preço final do produto para que se pague a mão de obra, os insumos, o maquinário, a estocagem, entre outros custos inerentes a produção. Sendo assim os preços podem ao final de todo processo, não serem competitivos quando comparado aos produtos dos mercados vizinhos. Perdendo desta forma a preferência do consumidor, que será atraído pelos preços mais em conta dos mesmos produtos. Assim quando se faz uma oferta de subsídio à produção, é possível fazer um preço mais justo e competitivo, para que os produtores possam daí contratar novos funcionários aumentar a produção, gerando crescimento sustentável no mercado. Outro ponto importante e que não deve ser igninorado nentavel tores possam dai egos e mercadoria  trabalho orado é a responsabilidade sobre os efeitos causados pelo emprego do subsídio, sobre o comércio das mercadorias dos produtores vizinhos e de outros mercados. A oferta de subsídio descontrolada, pode gerar preços do produto final abaixo do mercado, gerando assim um desequilíbrio no comércio, e forçando os produtores de outros mercados a sofrerem perdas na venda e a deixarem de investir e até mesmo de produzir. Os efeitos negativos deste desequilíbrio de mercado, é apontado como a falta de competitividade dos preços entre os produtos. O que não impediria que os preços dos produtos, tendem a subir quando não tiver mais outro produto similar ou substituto que o regule. Afetando desta forma todo o comércio e gerando uma inflação induzida, pelo próprio emprego de subsídio desordenado. O papel do governo neste caso é o de regulador do sistema de comércio, com um mecanismo que precisa ser bem direcionado para que não se torne uma faca de dois gumes.

Parque Luso-Brasileiro ou (ALCAMB) - 

Associação dos Lojistas, Comerciantes, Agricultores, Municipal de Boninal

v Estrutura Física

         O (ALCAMB) é uma proposta de união entre os trabalhadores e o poder público municipal, visando melhorias na estrutura social e na qualidade de vida de todos os membros que compõe e visitam o município. 

         O grande foco desta estrutura é aumentar o alto estima dos moradores do município, fazendo com que cada vez mais eles possam investir na melhoria e na qualidade de seus produtos e atendimento, destinados ao comércio. Tendo como objetivo atrair as riquezas provenientes de outras regiões do país e do exterior, através do turismo ecológico, folclórico e festivo.

         O Parque Luso-Brasileiro terá uma função grandiosa no que se diz respeito a sua estrutura física e diversidade de entretenimento, servindo como modelo e referência de empreendimento em gestão pública. A criação desse centro recreativo-cultural é fortalecer e resgatar a riqueza a cultura Lusitana originada de Portugal, juntamente com a miscigenação Brasileira, dando aos moradores e visitantes uma referência de hábitos, costumes, alimentação e tradições, que compõe esta região central do Estado da Bahia. 

         Após determinar e estimar o melhor ambiente de sua instalação permanente, suas estrutura física contara com:

¨     Centro de realizações de eventos e exposições;

¨     Quiosques personalizados na arquitetura portuguesa (Resgatando a Cultura), com a finalidade de transformar-los em lojas para vendas de produtos artesanais em geral, lanchonetes, sorveterias, comércio de produtos típicos, entre outras necessidades de mercado;

¨     Museu Cultural - Contará com doações, pesquisa e levantamento histórico da cultura descritos com fotos, objetos, utensílios, pinturas, artefatos e todas as coisas que possam contar um pouco sobre os habitantes e colonizadores desta região;

¨     Quadra de futebol de área, sociaty e de salão;

¨     Ambiente para realizações de esportes como judô, capoeira, entre outras modalidades;

¨     Ambiente para realizações de exercícios físicos, musculação e halterofilismo;

¨     Lagoa de pesca;

¨     Pista para caminhadas e ciclismo;

¨     Playground.             

v Estrutura Administrativa

     Todo complexo esportivo e de lazer requer um pacote de normas e obrigações tanto para os associados e visitantes, quanto para seus funcionários diretos e indiretos, regidos por um Estatuto próprio. Estas normas restringem a conduta dos indivíduos em ambiente público, no cumprimento dos horários de funcionamento, a preservação do patrimônio público, entre outras obrigações previstas em lei. Sendo estas normas, comunicadas em local de fácil visualização, em forma de placas de avisos e de proibições, para que seja do conhecimento de todos.

         Todo complexo esportivo e de entretenimento gera custos de administração, manutenção e investimentos futuros. Para estes fins, será definida a participação financeira dos associados e dos visitantes.

         A proposta inicial é de que seja implementado um vínculo com disponibilidade de uma carteira de identificação para os associados devidamente cadastrados em um banco de dados, que lhes dariam acesso imediato a todos os ambientes.

          Tendo cada associado e seus dependentes, de fazerem um cadastro para obter uma carteira individual e intransferível, com valores de contribuição mensal que varia entre modalidade individual ou família. Sendo devidamente registrado, com seus documentos pessoais, comprovantes de dependentes da família, e de residência.

         Já os visitantes, as pessoas que não possuem vínculo, também terão acesso aos ambientes de entretenimento, mas só podendo participar das atividades mediante pagamento de ingresso, sempre que desejar desfrutar dos recursos, expirando o seu tempo após o fim de cada sessão ou sempre que o mesmo deixar as dependências da atividade a qual estava ocupando.

         Os preços das mensalidades para os associados e dos ingressos para os visitantes terá de condizer com a realidade dos custos administrativos e de manutenção, avaliando as condições sociais para que todos os trabalhadores tenham condições de poderem freqüentar e usufruir das instalações esportivas e de lazer.

         Como o Parque Luso-Brasileiro ou (ALCAMB) é um ambiente público e privado o acesso aos esportes em grupo como futebol, vôlei etc. é irrestrito, só sendo necessário tanto para os associados como para os visitantes retirarem um comprovante de controle para poderem freqüentar as outras atividades, como musculação, capoeira, aulas de dança etc. Desde que sejam obedecidos os limites de espaço físico, para uma boa realização das atividades.

v Origem dos Recursos

         A (ALCAMB) é uma proposta de união das forças dos trabalhadores municipais como Lojistas, Comerciantes, Agricultores, juntamente com o Poder Público. Tendo como objetivo, fortalecer a cultura local, aumentar a alto-estima da população, buscando fazer uma sociedade cada vez menos desigual, mais independente e homogenia.

          Para se alcançar estas realizações é preciso que os trabalhadores juntamente com os Poderes Públicos do Município, Governo de Estado e União, tenham a mesma visão de progresso, não poupando esforços para apoiar esta solução visionária, que daria um novo rumo, para superar os limites existentes na educação profissional e na saúde física e mental de nossa gente.

         Os resultados estimados de uma benefício cultural desta proporção, pode suprir em curto à médio prazo, todo o investimento agregado em sua realização. Estes resultados estão ligados ao desenvolvimento humano, ao aumento da produção per capita, ao estimulo a iniciativa privada, a atração de novas empresas provenientes de diversas regiões do país, entre outras iniciativas decorrentes do processo de desenvolvimento cultural e humano.

         Os recursos e benefícios necessários para a realização deste empreendimento originariam de varias fontes envolvidas neste propósito. Podendo citar algumas alternativas conhecidas de colaboradores:

¨     Benefícios vindo dos trabalhadores, como doação do terreno para a construção da sede ou contribuição financeira de ambos os envolvidos para a aquisição do mesmo, doações de material de construção, mão de obra voluntária para preparação do terreno e na construção das instalações, entre outras formas de contribuição;

¨     Benefícios vindo do Poder Público, como programas de incentivo a cultura, ao desenvolvimento humano e sustentável. Por exemplo:

   - Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura;

   - Programa Cultural para o Desenvolvimento do Brasil;

         - Programas de Repasse do (OGU) - Orç amento Geral da União;

          - Programa de Fomento à Economia da Cultura, do Estado da Bahia;

¨     Benefícios vindos de outras instituições:

   - BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento;

   - PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento;

   - Programa PETROBRAS Cultural.

União das forças dos trabalhadores em busca do progresso

         Uma sociedade civil pode incorpora várias formas de organização jurídicas legais, entre elas pode se constituir Ongs, fundações, associações entre outras... Com o propósito de melhorar a qualidade de vida social e atender as classes da população menos favorecidas.

         O principio de união social, é uma atitude que permeiam uma sociedade pronta para encarar desafios impostos pelos desequilíbrios naturais, econômicos e sociais iminentes na vida diária de toda comunidade organizada.

          Uma sociedade organizada é constituída de trabalhadores, estudantes e pessoas em geral, que se relacionam entre se em um ciclo de dependências mútuas entre seus membros. A partir deste ponto pode dimensionar a importância que cada indivíduo tem em seu papel social, nas experiências vividas no passado, na força e na vontade presente na juventude e na soma da experiência e da força de vontade que se renova a cada geração que sugira no futuro.

         Para se alcançar a união social, é preciso estabelecer seus princípios, intenções e objetivos, para apresentar a todos os integrantes sociais, à convida-los a fazer parte como participantes ativos e presentes em todas as iniciativas do grupo. Pois esta é a forma mais simples e eficaz de se conseguir criar uma perspectiva de melhorias para todos, a partir do principio fundamental de que a união faz a força e a força é conquistada e renovada a cada membro social que se integra ao grupo.

Criar um programa unificado de informatização de dados

             Todo grupo social organizado como pessoa jurídica, precisa estabelecer princípios de transparência e veracidade. Isso só se constitui a partir da coleta de dados reais, para que possa ser feito um levantamento de todo o investimento físico e humano.

         Estes levantamentos serviram de diagnostico técnico para apontar necessidades de melhorias, quantifica seus participantes ativos e na criação de novos empreendimentos. Para se obter uma analise completa destas informações é imprescindível a existência de um sistema informatizado integrado, que possibilite as realizações cadastrais de sua estrutura construída, de seu espaço físico, de seus funcionários e suas atribuições, e de seus membros e associados.

         A importância de se obter um sistema informatizado condiz com a eficácia adquirida a partir de uma organização funcional, transparente e inteligente.

Crescimento sustentável (Agrícola e Artesanal) da economia local

         Quando se fala em crescimento sustentável é levado em consideração dois fatores importantes, a utilização dos recursos naturais com a intenção de se obter algum lucro deste fim e a posterior renovação destes recursos, para que possam ser reutilizados em continuação no futuro, em um processo cíclico de usufruir e renovar os recursos naturais.

         No caso da produção agrícola, seria o mesmo que beneficiar a terra, utilizar os seus recursos hídricos e renovar seus meios naturais, a partir da fertilização da terra e da criação de mecanismos que preserve as nascentes hídricas de onde provem toda a água utilizada no plantio. Mas nada disso terá sentido se os produtores usarem estes recursos de forma venal, apenas para se obter lucro, usando produtos químicos desordenadamente, poluindo os rios, tornando a terra improdutiva e desequilibrando o ecossistema.

         Já os produtos artesanais, seguem a mesma linha de renovação, retirando da natureza suas matérias primas, mas possibilitando sua renovação e conservação, para que ela não se torne escassa para as próximas gerações ou até mesmo em seu próprio tempo de sobrevivência, se os recursos ambientais forem explorados de maneira desordenada, irracional e indiscriminada. 

Valorização da cultura e dos recursos naturais renováveis

         A cultura é o eixo que liga o passado ao presente, sem que se percam as características, os hábitos e os costumes de uma determinada região.

         Sem a preservação da cultura uma comunidade perde sua identidade e com ela vão todas as experiências adquiridas e aperfeiçoadas com o passar dos tempos e que não pode ser de nem uma outra forma absorvidas pela sociedade se não for por intermédio do resgate cultural.

         Valorizar a cultura é gravar em arquivos vivos todas as sabedorias adquiridas em épocas que não existiam tecnologias, para que forcem preservados e reproduzidos no futuro. Mas é também atribuída à cultura toda a sua riqueza de detalhes e imagens tridimensionais, que nem uma tecnologia existente poderia ser suficientemente capaz de reproduzir com tal definição de imagens, qualidade e detalhes, a sua existência.

         Da mesma forma são os recursos naturais renováveis. Para que esperar ficar extintos ou entra em sua lista de extinção, só pelo simples fato de já estar gravado em uma maquina analógica ou digital, ou até mesmo de já ter guardado seus códigos genéticos para futuras reproduções assistidas. Se for só por este propósito não justificariam as perdas irreparáveis destes recursos naturais para as futuras gerações. 

Renovação da fauna e da flora

         É de grande importância global a recuperação, preservação e renovação da natureza viva. Não se pode estimar em valores monetários a perda que um abandono por parte das autoridades sobre estes valores naturais possa acarretar a todo o equilíbrio climático e competitivo entre homens e natureza em busca da sobrevivência.

          A natureza prospera de forma simples e dependente semeando suas fontes de sobrevivência, com os pássaros que levam as sementes de um lugar a outro, das árvores que germinam flores que são fecundadas por abelhas e pássaros, de onde nascem os frutos que alimentam desde os pequenos animais até os grandes mamíferos. Cada um contribuindo de maneira eficaz e por que não intencional no equilíbrio de toda a vida na terra.

         Por outro lado o homem em nome do progresso ordinário, cria um desequilíbrio desordenado dos recursos naturais, quando destrói as matas virgens que já existem a centenas de anos de pura evolução natural, apenas para adquiri lucros pecuniários. Entrando em conflito direto com os verdadeiros proprietários das terras, os animais que representam a fauna. Sendo mortos ao invadirem as plantações dos homens, em busca de alimentos para a sua própria sobrevivência.

         Se a natureza consegue o equilíbrio usando apenas simples métodos de sobrevivência, é inadmissível que os indivíduos não consigam criar um mecanismo de sobrevivência sem causar tantos desequilíbrios naturais. É neste ponto que parte a necessidade de criar normas, regras e leis rigorosas, que protejam os homens deles mesmos. São inúmeros os mecanismos de recuperação dos princípios de sobrevivência sustentável, sendo também denominados de alto-disciplina humana, exemplo:

¨     Criar normas de produção;

¨     Conceder subsídio apenas para os produtores que estiverem de acordo com as normas de produção;

¨     Premiar produtores que obtiverem melhores desempenhos na relação produção e meio ambiente;

¨     Criação de limites para cada espaço produtivo, no mínimo 1/4 terá de ser reflorestado com árvores nativas;

¨     Fazerem programas de mutirões junto com estudantes, para reflorestamento das nascentes e margens de rios, como atividade educacional e recreativa;

¨   Criar semana municipal do meio ambiente, com palestra, teatro, premiação de melhores projetos e iniciativas entre outras manifestações públicas, com a finalidade de conscientizar a comunidade para este propósito. 

Perspectiva de melhoria social

         Uma das inúmeras formas de encontrar um entendimento social em comum, é levar de forma explicita e clara uma motivação para buscar novos objetivos que tragam alguma satisfação do convívio social no futuro. Para se alcançar esta satisfação é preciso ter uma idéia do que se espera no futuro, que por mais simples ou grandiosa que seja os objetivos, estes só terão uma relevância social se cada grupo ou membro da sociedade conseguir ver sua contribuição como parte integrante e fundamental na conclusão destes objetivos.

         A expectativa de melhoria é e sempre será o combustível que move os indivíduos em busca de realizar seus anseios. Sem esta motivação não existe segurança e nem credibilidade para que se possa auferir algum tipo de contribuição social. É preciso cativar e motivar os individua a darem o melhor de se e sentirem-se pessoas de valores, reconhecidos pelos seus feitos e capazes de realizarem suas metas e produzirem bens comerciáveis, de onde eles possam obter algum lucro proveniente destes objetivos. Esta é a forma mais simples e democrática de se fazer modificações benéficas e significativas em uma economia sustentável.  

Buscar participação financeira junto aos Associados

         Após demonstra as vantagens e benefícios que um resgate cultural pode proporcionar a uma comunidade, torna bem mais atrativo mobilizar os trabalhadores comerciantes, lojistas, agricultores e funcionários públicos a se motivarem e unir as forças de trabalho, de contribuição financeira e de empenho profissional para se construir algo que realmente fará com que todos sintam satisfação de ter contribuído para um futuro melhor para os nossos filhos e netos.

        Este é o objetivo que cada associado terá em mente quando estiver contribuindo financeiramente na construção, manutenção e realização destes empreendimentos. E todo este empenho e mobilização social terão um propósito maior, que é atrair recursos vindos de visitantes e turistas que deixaram em forma de benefícios na divulgação de nossa região e na compra de produtos fabricados artesanalmente por nossos associados, que acabariam por fim adquirindo um aumento em sua renda. Onde poderão estar proporcionando uma qualidade de vida para sua família e para se próprio. Estas são as vantagens imediatas que se obtém quando se investe em nossa própria região, pois nem uma comunidade sobrevive quando os recursos adquiridos em forma de contribuições financeiras são usados de maneira errada desprovida de objetivos e metas sociais, ou quando são investidos em outras localidades, diminuindo consideravelmente a razão financeira que proporciona a realização de todos os benefícios sociais. Pois, aqueles lojistas, comerciantes, e agricultores que poderiam estar investindo em seus empreendimentos perderiam consideravelmente estímulos para novos investimentos, se os lucros e vantagens sociais forcem destruídos ou empregados fora do seu mercado de atuação. 

Atrair recursos financeiros através do turismo e do governo

         Um sistema econômico moderno é formado de duas bases distintas e fundamentais para a sua realização. Uma é o setor real, de onde as coisas realmente acontecem:

¨     Na estrutura física;

¨     Na produção dos artesanatos;

¨     Na venda dos artesanatos;

¨     No beneficiamento dos produtos agrícolas e em sua manufatura;

¨     Na criação de novos empregos e serviços, gerando lucro e benefícios para a localidade.

         O outro é o setor monetário, que proporcionariam as coisas acontecerem:

¨     Recursos vindo do turismo nas visitas a região e na compra de artigos artesanais;

¨     Recursos vindo do governo em forma de incentivos a cultura.

         Tanto um quanto o outro são responsáveis na motivação e na criação de novos empreendimentos e na melhoria da qualidade dos empreendimentos já existentes.

         Sem esta relação entre o setor Real e o Monetário não haveria atividade econômica. Sendo assim, a sociedade deixaria de crescer economicamente, não restando outra alternativa para os trabalhadores e moradores, se não a investirem em outras regiões ou até mesmo em abandonar seus lares para buscar a sorte em um outro lugar desconhecido, mas que lhe traga algum rendimento. Pois as coisas que fazem com que as pessoas se fixem em uma determinada região é o rendimento pecuniário proveniente de seu esforço ou de sua capacidade de realizar-los.

Divulgação das belezas naturais e culturais do município (propaganda)

         As belezas naturais são sem duvida o cartão postal de uma cidade, região, estado ou país. É por intermédio de sua beleza que se podem atrair recursos que beneficiaria a todos, que dedicam e trabalhão na preservação e na acessibilidade destas dádivas naturais.

         Em todo lugar existe beleza natural a ser transformada em pontos turísticos, alguns lugares têm mais outros têm menos, mas o que faz a grande diferença é a exploração com objetivos reais, o rigor a preservação das características fundamentais e a divulgação e exposição de suas riquezas e benefícios por todos os mecanismos de comunicação.

         É a partir destes mecanismos de difusão de todos os pontos e locais de apreciação natural, é que se pode ser divulgado, denominado, tombado e fundados como Parques de Preservação Municipal ao conhecimento de todos.      Com a criação dos Parques de Preservação Municipal, surgi uma forma legal, para que proteja e preserve estas riquezas naturais. Estabelecendo normas, regras e leis municipais que ampara e estabeleça sua integridade física e características de sua abrangência territorial, fazendo com que estes requisitos legais sejam do conhecimento de todos os seus visitantes.

         Este é um ponto que se deve ter atenção, a fiscalização dos desgastes decorrentes do uso irregular de suas dependências naturais. Que ao transformar estas fontes de recursos naturais em Parques de Preservação Municipal, leva a compreender que alem de ser um local público é preciso preservar suas origens e características naturais, onde deve cuidar e preservar, para poderem ser desfrutados por todos e pelas futuras gerações.

         Tendo o município o dever de fiscalizar e punir os infratores e vândalos com penas alternativas e rigorosas, para se fazer cumprir as ordens previstas em leis sobre patrimônios públicos.

Transparência e divulgação dos benefícios conquistados (marketing)

         Todos os empreendimentos públicos geram resultados esperados e outras perspectivas novas sobre os mesmos investimentos. Para alcançar estes resultados existe uma linha de pensamentos em investimentos e de atitudes em realização destes investimentos, que justifiquem sua ocorrência em seu tempo de realização. Seguindo estas linhas é possível demonstra com transparência a origem de seus recursos sua eficácia e o retorno que estes investimentos trouxerem para a localidade.

         Estes resultados colhidos é o fruto de muito trabalho, dedicação e organização que devem ser apresentados ao público, para que todos tenham conhecimento de sua realização e de sua importância no desenvolvimento de uma determinada região. 

          Os benefícios gerados por uma transparência e praticidade de realização vão alem da credibilidade empenhada em suas conquistas. Estes cativam novos credores e colaboradores a aderirem a uma nova forma de falar, de ver e de fazer uma economia sustentável cada vez mais presente no desenvolvimento de uma Bahia melhor e de um Brasil menos desigual.   

Conclusão

         Depois de definido os objetivos, os propósitos de cada iniciativa e suas prioridades, vejo com grande otimismo e esperança, um futuro prospero e promissor, que origina, brota e se enraízam nos costumes, hábitos e necessidades de progresso sustentável, direcionados em um rumo certo e concreto na vida de todos os membros que compõe a sociedade.

         Esta iniciativa visionaria não foi elaborada no acaso, ela é a reunião do conhecimento antropológico, social, científico, cultural e econômico da sociedade como um todo.

         Com esta iniciativa surge um novo conceito social, uma nova forma de falar em economia sustentável, pois o propósito desta iniciativa é transcender os limites impostos pela falta de recursos. A partir desta constatação é possível criar novas fontes de trabalho, recuperação e manutenção da terra para o plantio, renovação da fauna e da flora e consolidação de uma educação profissionalizante. Estas metas precisam ser estruturadas como as bases do alicerce de uma sociedade que tem o espaço necessário e o direito garantido pela constituição para se desenvolver.

         Todas estas metas giram em torno da união da força dos trabalhadores, estruturada e representada por um objetivo em comum, que seria garantir o bem estar social, através do resgate da cultura, da criação de uma educação profissionalizante e da saúde física e mental de todos os trabalhadores e seus familiares. Deixando como herança para as futuras gerações que iram aperfeiçoar e dar continuidade ao que iremos construir em nosso presente. Este é o propósito central de uma economia sustentável, a capacidade de gerar benefícios e a perspectiva de renovação constante de todos os recursos naturais e culturais existentes em uma sociedade.

         Para finalizar dedico esta iniciativa a todos os membros sociais desde os representantes de estado e município, trabalhadores lojistas, comerciantes e agricultores, passando pelos estudantes e pessoas em geral, para que juntos possamos fazer um bom uso destas palavras escritas, e contribuir com um pouco do tempo que cada um de nós podemos doar para atingirmos o progresso de nossa sociedade.  

Referências Bibliográficas

ü  QUESNAY, François. Economia. São Paulo: Ática, 1984, 192 p.

ü  PETTY, William, Sir. Obras econômicas: tratados dos impostos e contribuições. São Paulo: Nova Cultural, 1988, 161 p.

ü SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Volume I.

ü  SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1985. Volume II.

 

 

 

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